sexta-feira, 31 de outubro de 2008

O Último Dragão!

A notícia bombástica do dia! O Omelete diz que A Columbia Pictures vai refilmar o cult clássico "sessão da tarde" de 1985, O Último Dragão. E adivinha que vai ficar no lugar do finado Julius Carry III, o eterno Sho 'Nuff, o shogun do Harlem?



Claro, Samuel L. Jackson.

"Sou um grande fã do original e não vejo a hora de trazer o Sho 'Nuff para o século 21", disse o ator no comunicado oficial. Ainda não há um ator escalado para viver o herói Leroy Green. Dallas Jackson adapta o roteiro e produz o filme, ao lado de RZA, rapper do Wu-Tang Clan.

A premissa continua a mesma: "Bruce" Leroy é um jovem estudante de artes marciais que tenta sobreviver nas ruas de Nova York enquanto luta para alcançar o nível máximo, luta para ser o último dragão. O problema é que no caminho está Sho 'Nuff, seu diabólico penteado, suas roupas transadas e seus punhos que brilham.

Espere também muita música, como no original. Isso porque a Davis Entertainment (dos filmes de Resident Evil), que produz o filme para a Columbia, quer que O Último Dragão ajude a promover o aniversário de 50 anos da lendária Motown.

Aqui um trecho do clássico.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

And the Oscar goes to...


Segundo o Almanaque Virtual o filme Wall-E pode ser ser um dos candidatos a categoria de melhor filme no Oscar, pelo menos é o que pretende a Disney. Esta semana, a major iniciou uma campanha para levar a história do robô abandonado e responsável pela limpeza do planeta Terra para a disputa.

O Oscar de melhor filme nunca foi vencido por uma animação. Somente A Bela e a Fera, da Disney, conseguiu concorrer ao prêmio em 1991. A categoria animação foi criada em 2001 justamente para premiar os filmes desse tipo.

É claro que Wall•E pode ser indicado à melhor filme e melhor animação. No entanto, se ganhar na primeira, dificilmente os membros da Academia votarão nele na segunda.

Estamos em outubro e não surgiu nenhum filme tão bom quanto. Pelo menos dos que vi aqui no fim do mundo cultural.

Acho que rola.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Top 5 Nomes Típicos de Festival (emprestado do Zé Pereira)



Por Arnaldo Branco



1 - Homem andando na neve

Com esse título, quem precisa de sinopse?

2 - O homem que engarrafava nuvens

Nuvem em nome de filme é alerta de roubada, com poesia, então, é Selo de Garantia.

3 - Tornando-se mais e mais humano no mesmo no interior do mesmo

Nem é nome típico de festival, na verdade nem é nome típico de nada, mas, DUDE.

4 - Aquele querido mês de agosto

Nome de mês é um clássico, “querido” também, promete.

5 - Eu sou porque nós somos, Somos todos diferentes, Ser como os outros, Eu sou o povo, Nós somos um poema

Fique calmo, são cinco filmes diferentes: o Festival do Rio em crise de identidade.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Because I´m free...



Lista pessoal de Paul Newman

Filme favorito:

"A cor do dinheiro"

Melhor parceria em tela:

"Robert Redoford, lógico"

Melhores frases:

"You can't be as old as I am without waking up with a surprised look on your face every morning: 'Holy Christ, whaddya know - I'm still around!' It's absolutely amazing that I survived all the booze and smoking and the cars and the career."

"I'd like to be remembered as a guy who tried - who tried to be part of his times, tried to help people communicate with one another, tried to find some decency in his own life, tried to extend himself as a human being. Someone who isn't complacent, who doesn't cop out."

"I would like it if people would think that beyond Newman, there's a spirit that takes action, a heart, and a talent that doesn't come from my blue eyes."

"A man with no enemies is a man with no character."

"Being on President Nixon's enemies list was the highest single honor I've ever received. Who knows who's listening to me now and what government list I'm on?"

"I don't think there's anything exceptional or noble in being philanthropic. It's the other attitude that confuses me."

"I never ask my wife about my flaws. Instead I try to get her to ignore them and concentrate on my sense of humor. You don't want any woman to look under the carpet, guys, because there's lots of flaws underneath. Joanne believes my character in a film we did together, 'Mr. and Mrs. Bridge' comes closest to who I really am. I personally don't think there's one character who comes close . . . but I learned a long time ago not to disagree on things that I don't have a solid opinion about."

"Joanne has always given me unconditional support in all my choices and endeavors, and that includes my race car driving, which she deplores. To me, that's love."


Paul Newman (1925 - 2008)

terça-feira, 23 de setembro de 2008

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Cinema Arte X Cinema Entretenimento

Texto do Jorge Coli na caderno Mais da Folha desse domingo:

Inácio Araujo, com seu sentido certeiro das formulações, escreveu outro dia em uma de suas críticas na Ilustrada: "Mas, ainda assim, não mais que um "filme de arte'".
É uma frase que abala convenções. Se fosse "não mais que um blockbuster" ou "não mais que um filme de shopping", tudo pareceria coerente. Do jeito que ficou, tem o aspecto de uma contradição: a noção "filme de arte", em princípio, elevada, foi percebida como pejorativa.
É que o chamado filme de arte deixou de ser o campo da invenção e da ousadia, como era percebido até algumas décadas atrás. Existe agora uma concepção preestabelecida que enquadra "filme de arte", com algumas receitas mais ou menos explícitas.
Passou a existir o academismo do "filme de arte". Ele cumpre parâmetros e se submete a convenções implícitas, que restringem o espírito criador em benefício de um trabalhinho bem feito.
A razão principal não é cinematográfica.
Ela formou-se a partir de um pacto entre público e diretores culturalmente sofisticados, pacto que se estabelece por meio de sinais exteriores de reconhecimento, espécie de feromônios sem cheiro. Tudo isso substitui a criação cinematográfica mais autêntica.
Os filmes resultam cheios de bons sentimentos, os temas são definidos de antemão como profundos; têm boa iluminação, boa filmagem, boa montagem. Os espectadores se encantam com algumas metáforas fáceis ou alusões que se querem densas.
No fim, sai do cinema levemente entediado, mas com a satisfação de um dever cultural cumprido. Tudo isso é bastante simbólico e meio cerimonial.
Cismas
Cinema é uma arte, e a noção "cinema de arte" não é um título de nobreza, mas um pleonasmo. Ninguém consegue dizer de onde vai brotar a criação artística.
Clint Eastwood, que nasceu de um cruzamento entre filmes baratos de Hollywood e o western spaghetti, tornou-se um artista maior na história do cinema. As seqüências dos "Alien", dos "Batman", para além da discussão sobre cada filme, formam magníficas sagas. É bobagem multiplicar os exemplos: um filme não é bom apenas porque é "de arte" ou ruim porque blockbuster.
Inferno
A sensação de tédio, nada boa em princípio, pode, curiosamente, ter um papel valorizador no campo da arte. É um fenômeno perverso. Espera-se das obras que elas ofereçam prazeres superiores, mas não muito bem definidos, que elas tragam revelações preciosas, que agucem a sensibilidade.
Em nome deles, suporta-se estoicamente o tédio, imaginando-se que, de algum modo, a recompensa virá mais tarde. Muita gente faz uma distinção nítida entre arte e divertimento, como se divertir com arte fosse quase um pecado.
Existe, por sinal, uma história filosófica desse pecado, que Hans Robert Jauss retraçou em sua "Pequena Apologia da Experiência Estética".
Delícia
A cultura norte-americana, com sua forte pregnância classificatória, insiste muito na separação entre "art" e "entertainment". Simplificando: se é arte, é chato, se é gostoso, não é arte. Esse jogo preconceituoso é péssimo: ele faz engolir gato por lebre e recusar lebre por gato. Há certas obras que são apaixonantes, mas consideradas difíceis.
É que o espectador não encontrou as boas chaves para elas. Procurá-las é um desafio: dificuldade não quer dizer tédio, mas estímulo. As artes foram feitas para oferecer prazeres dos tipos e gêneros diversos. Se eu me aborreço, é que alguma coisa está errada.

sábado, 20 de setembro de 2008

TOP 5 FILMES INSUPORTÁVEIS - PARTE 1


Adoro listas.
Inspirado pela lista da Gabriela pensei em como fazer uma lista tão útil quanto.
Pensei, pensei e pensei.
Como um cinéfilo pode ajudar outras pessoas com seus conhecimentos?

Já sei!

Economicamente.

Como assim?

Veja bem... Visto que todo mundo assiste filmes e é um lazer não lá muito barato, posso ajudar os outros indicando filmes para os outros NÃo assistirem e assim usar esse dinheiro economizado para coisas mais produtivas.

Assim aqui vai a lista dos

TOP 5 FILMES INSUPORTÁVEIS - PARTE 1

Sim, são filmes que me trouxeram ódio, asco e tendências autoflagelantes.

Só assistam por curiosidade mórbida, desenvolvimento de métodos de meditação e para tentar divertir-se bolando adjetivos pejorativos sobre eles.

Lá vai. Em ordem decrescente de urticárias


1 - PALAVRA E UTOPIA (Manoel de Oliveira)


2 - ELOGIO AO AMOR (Goddard)


3 - LIMITE (Mario Peixoto)


4 - A ÚLTIMA TEMPESTADE (Peter Greenaway)


5 - TEOREMA (Pasolini)


Em breve mais desse novo serviço público.