quarta-feira, 11 de março de 2009

Filme com Troy Mclure ou Filme Horrível de Verdade?


Oi, eu sou Troy Mclure.

Vocês devem lembrar de mim por filmes como "O pescoço do presidente sumiu!" e "Hydro - O homem com braços hidráulicos", assim como em participações especias no seriado "Os Simpsons".
Sim, vocês podem achar que meus filmes tem títulos tão brilhantes que extrapolam a barreira da "realidade". Mas realmente, você conseguiria distinguir quais filmes são meus e quais são na realidade realmente reais?
Faça o teste aqui

quarta-feira, 4 de março de 2009

Photoshop

Saiu um concurso de photoshop com o tema "E se as celebridades vivessem em outras épocas?" ALguns resultados interessantes e outros toscos.
Pra ver mais, clique aqui


Chaplin e Wall-e


Monroe em cana


Elvis Eminem


Rachel Weizs de Carmem Miranda


George Clooney em Casablanca


Hitman western

terça-feira, 3 de março de 2009

Entrevista com Joaquin Phoenix

Por que os melhores não podem ser normais?
Talvez isso seja uma contradição inerente.
Sei lá.
Espero que seja só marketing mesmo e não uma vontade ridícula de se autodesmistificar se autorridicularizando (ainda não me acostumei com a reforma ortográfica).


Inglorius Basterds

O novo do Tarantino

segunda-feira, 2 de março de 2009

Nove Rainhas




Spoiler, claro.

Os personagens do filme são claramente portenhos, nativos da metrópole de Buenos Aires, porém se retiramos as características portenhas dos personagens e a paisagem, temos uma estória que poderia se passar em qualquer lugar do mundo. Isso implica também na questão que não há um modelo estrutural vigente da cinematografia argentina.

Em nenhum momento o filme julga os atos dos dois (Como nos filmes de Hitchcock onde o choque de valores do “bem” o do “mal” acontece com muita freqüência e acabamos torcendo para que as tramas maléficas se concretizem), inclusive até entendemos e perdoamos os atos de Marcos depois que ele mostra para Juan as figuras comuns de Buenos Aires e mostrando que em todas as ruas existem ladrões em potencial, mas todos eles parecem pessoas comuns. A denuncia social é abafada pela simpatia dos personagens. Todos eles constituem uma galeria de pessoas corruptas que vivem à margem da lei, mas nos envolvemos com eles de forma assustadoramente plausível, pois somos todos iguais. Não há traços físicos e nem estéticos específicos nos criminosos. Até mesmo os mais pobres se vestem com certa dignidade. O argentino é um povo extremamente vaidoso e orgulhoso.

As mazelas da sua sociedade são mascaradas por ternos baratos e celulares pré-pagos. Tanto que no filme a fotografia é crua, ela não tenta dar uma áurea de beleza ou dar novos significados à realidade representada (como no filme Cidade de Deus). A imagem nos mostra uma crueza da realidade das ruas. Não é a qualidade da imagem que vai representar a realidade do povo e sim como ele se enquadra nessa realidade e interage com seus semelhantes.

As cenas de dentro do hotel também representam o argentino em traços pequenos, mas contundentes. Os diálogos possuem aqui mais humor, sarcasmo e as frases são colocadas sempre da forma certa e na hora certa. O empresário aqui até fala que a Argentina é um grande país para se fazer negócios, porém soa de forma irônica, como quando Marcos pega um chocolate feito na Grécia e ri dizendo que este país está na merda.

Todos esses personagens carregam dentro de si uma ironia que nos remete a uma analogia com os políticos corruptos, abundantes na América Latina. Os criminosos cujos crimes afetam mais intensamente a sociedade são os políticos e empresários salafrários, que com seus sorrisos brancos, cabelos pintados e ternos italianos, são a verdadeira imagem do crime. Os bandidos deste filme são diferentes dos bandidos dos filmes brasileiros, negros, favelados, cangaceiros, etc. Os bandidos de “Nove Rainhas” são estranhamente mais realistas.

A grande polêmica do filme é o final que mostra que tudo foi um golpe de Juan. Tem seus riscos que o tornam quase inverossímil, como por exemplo, os ladrões da moto roubando a pasta, que poderia dar errado, e no começo, no posto, Marcos poderia muito bem não ajudar Juan e sair do local, mas daí teríamos um filme muito curto, é verdade. Esses entre outros. Mostrando que tudo foi um golpe, onde ninguém é o que parece ser, houve um jogo, mesmo Marcos falando várias vezes para Juan que a vida dele não é um jogo. Esse jogo põe em cheque a realidade dos personagens representados, menos a de Marcos, que tem seu final catártico. Toda a análise feita até então sobre o povo argentino no filme perde um pouco a sua força, pois os personagens do filme se universalizam e o filme sai do documentário de “um dia na vida de dois ladrões” para um exercício de estilo policial hitchcockniano-mametniano. Porém não dá mais para apagar as mensagens do filme. Todos somos suspeitos e corruptíveis. Como diria Marcos: “Não faltam prostitutas, e sim empresários”.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Kill Bill - Volume 1



Encontrei uma crítica que fiz para uma revista de locadora uns anos atrás pro Kill Bill.

Acho meio sacal texto que explica o filme todo preparando o espectador para vê-lo. Prefiro escrever pra quem já viu ou até pra quem não quer ver. Mas as vezes temos que cair na mesmice em prol do tal jornalismo informativo.

É legal ver o quanto melhoramos (ou não) nossa escrita com o passar dos anos.


"Bruce Lee, Sergio Leone, Shaw Bros, Hatori Hanzo, Animes, Chopsploitation são algumas das milhares de referências externas e internas que nos traz Kill Bill Volume 1, do diretor, roteirista, nerd e podófilo (não confundir com pedófilo) Quentin Tarantino, diretor de Pulp Fiction, e Cães de Aluguel. Se você não sacou algumas das citadas, não se preocupe, pois elas são enfeites dentro da narrativa, e não os verdadeiros motivos pelos quais você irá adorar o(s) filme(s). O filme foi dividido em duas partes para que não precisassem cortar nada importante dele em função da duração total (algo em torno de 3 horas e meia. A primeira parte mostra a história da vingança de uma noiva-grávida-assassina-profissional (Uma Thurman) que é brutalmente atacada por Bill (David Carradine,da extinta tele-série Kung Fu) e sua gangue conhecida como DiVAS (Deadly Viper Assassination) em pleno altar. Fica em coma por 4 anos e volta para acertar as contas com o sujeito e sua gangue outrora parceira. Já vimos essa história antes? Provavelmente. A questão não é qual história é contada e sim como. Nesse caso Tarantino utiliza de uma narrativa não-linear cronologicamente, com intenções bem delineadas, insere animação japonesa mas não apenas por ser uma opção “cool” . Se a história fosse contada linearmente, ou seja, com começo, meio e fim remetendo a nossa realidade, desencadearia uma série de reações no espectador que não seriam necessárias. Aliás, muito parece ser desnecessário. Isso tudo causa um estranhamento e distancia o espectador um pouco da identificação com a personagem. Afinal todos os motivos serão esclarecidos no Volume 2. O envolvimento que temos com a obra é puramente contemplativa, com cenas de luta fantásticas (coreografada pelo chinês alucinado Yuen Wo-Ping, de Matrix e O Tigre e o Dragão), diálogos bacanas, fotografia caprichada e conceituada sobre os filmes de luta de Hong Kong e faroeste italiano e uma trilha sonora espetacular que assim como nos filmes de Cameron Crowe (Quase Famosos, Vida de Solteiro) as cenas parecem serem pensadas a partir de uma música já pré-estabelecida. Não só a relação com a música, mas com as muitas homenagens dentro do filme, parece que muitas cenas são desculpas para encher a tela de cultura pop. O cineasta Jean-Luc Godard desde os anos 60 relacionava o filme com outras artes inserindo cultura erudita na película e quebrava com paradigmas dentro do cinema. No caso de Tarantino, a inserção de referências é pura homenagem, sem pretensão nenhuma, apenas entretenimento para todos. Desde os que captam as mensagens até os que não reparam nelas. Assim é muito mais democrático e digerível. O que Godard desconstruiu com a cultura erudita no cinema europeu, Tarantino construiu com a cultura pop no cinema hollywoodiano. Pena que todos esses aspectos de certa forma positivos foram ignorados por boa parte da crítica, que acusam o filme de ser violento. Ele é visceral, não necessariamente violento. Até a crueza e o aparente descaso estético de alguns momentos são propositais. Todas as lutas são estilizadas, exageradas e engraçadas. Nada remete ao real. O filme se tiver que representar alguma realidade para nos identificarmos, essa realidade não pertence a esse mundo. Não tem como levar a sério. “Cães de aluguel”, segundo o próprio diretor, é muito mais violento por ser mais realista e a identificação com os personagens ser mais plausível. Em Kill Bill centenas de litros de sangue são jorrados, corpos são cortados ao meio, cabeças explodem, membros voam, mas tudo sem causar repulsa e sim arrancando risadas e aplausos. Seja para se divertir bastante, apreciar uma belíssima trilha sonora, uma grande direção, movimentos de câmera que vão do tosco ao sublime, excelentes interpretações ou para identificar uma chuva de referências de cultura pop (recurso rejeitado estranhamente pelos filmes brasileiros), vale a pena ver esse filme tão igual a vários outros nele referenciados, mas melhor que todos juntos."



De interessante mesmo achei minha comparação do Tarantino com o Godard e a citação do estilo Cameron Crowe.

Ah, e o filme continua bom desde então.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

The Colonel

Trailer falso do fanfarrão Mel Gibson contando a história do criador do KFC (Kentucky Fried Chicken). É bom saber que apesar de alcólatra, anti-semita, fundamentalista religioso e débil mental, o cara tem senso de humor.