quarta-feira, 18 de março de 2009

Citando Unforgiven



Little Bill Daggett: I don't deserve this... to die like this. I was building a house.

Will Munny: Deserve's got nothin' to do with it.
[aims gun]

Little Bill Daggett: I'll see you in hell, William Munny.

Will Munny: Yeah.
[fires]

terça-feira, 17 de março de 2009

Filmes do futuro

Mais um concurso de photoshop só pra postar alguma coisa.
Aqui vemos alguns dos filmes do futuro.













quarta-feira, 11 de março de 2009

Filme com Troy Mclure ou Filme Horrível de Verdade?


Oi, eu sou Troy Mclure.

Vocês devem lembrar de mim por filmes como "O pescoço do presidente sumiu!" e "Hydro - O homem com braços hidráulicos", assim como em participações especias no seriado "Os Simpsons".
Sim, vocês podem achar que meus filmes tem títulos tão brilhantes que extrapolam a barreira da "realidade". Mas realmente, você conseguiria distinguir quais filmes são meus e quais são na realidade realmente reais?
Faça o teste aqui

quarta-feira, 4 de março de 2009

Photoshop

Saiu um concurso de photoshop com o tema "E se as celebridades vivessem em outras épocas?" ALguns resultados interessantes e outros toscos.
Pra ver mais, clique aqui


Chaplin e Wall-e


Monroe em cana


Elvis Eminem


Rachel Weizs de Carmem Miranda


George Clooney em Casablanca


Hitman western

terça-feira, 3 de março de 2009

Entrevista com Joaquin Phoenix

Por que os melhores não podem ser normais?
Talvez isso seja uma contradição inerente.
Sei lá.
Espero que seja só marketing mesmo e não uma vontade ridícula de se autodesmistificar se autorridicularizando (ainda não me acostumei com a reforma ortográfica).


Inglorius Basterds

O novo do Tarantino

segunda-feira, 2 de março de 2009

Nove Rainhas




Spoiler, claro.

Os personagens do filme são claramente portenhos, nativos da metrópole de Buenos Aires, porém se retiramos as características portenhas dos personagens e a paisagem, temos uma estória que poderia se passar em qualquer lugar do mundo. Isso implica também na questão que não há um modelo estrutural vigente da cinematografia argentina.

Em nenhum momento o filme julga os atos dos dois (Como nos filmes de Hitchcock onde o choque de valores do “bem” o do “mal” acontece com muita freqüência e acabamos torcendo para que as tramas maléficas se concretizem), inclusive até entendemos e perdoamos os atos de Marcos depois que ele mostra para Juan as figuras comuns de Buenos Aires e mostrando que em todas as ruas existem ladrões em potencial, mas todos eles parecem pessoas comuns. A denuncia social é abafada pela simpatia dos personagens. Todos eles constituem uma galeria de pessoas corruptas que vivem à margem da lei, mas nos envolvemos com eles de forma assustadoramente plausível, pois somos todos iguais. Não há traços físicos e nem estéticos específicos nos criminosos. Até mesmo os mais pobres se vestem com certa dignidade. O argentino é um povo extremamente vaidoso e orgulhoso.

As mazelas da sua sociedade são mascaradas por ternos baratos e celulares pré-pagos. Tanto que no filme a fotografia é crua, ela não tenta dar uma áurea de beleza ou dar novos significados à realidade representada (como no filme Cidade de Deus). A imagem nos mostra uma crueza da realidade das ruas. Não é a qualidade da imagem que vai representar a realidade do povo e sim como ele se enquadra nessa realidade e interage com seus semelhantes.

As cenas de dentro do hotel também representam o argentino em traços pequenos, mas contundentes. Os diálogos possuem aqui mais humor, sarcasmo e as frases são colocadas sempre da forma certa e na hora certa. O empresário aqui até fala que a Argentina é um grande país para se fazer negócios, porém soa de forma irônica, como quando Marcos pega um chocolate feito na Grécia e ri dizendo que este país está na merda.

Todos esses personagens carregam dentro de si uma ironia que nos remete a uma analogia com os políticos corruptos, abundantes na América Latina. Os criminosos cujos crimes afetam mais intensamente a sociedade são os políticos e empresários salafrários, que com seus sorrisos brancos, cabelos pintados e ternos italianos, são a verdadeira imagem do crime. Os bandidos deste filme são diferentes dos bandidos dos filmes brasileiros, negros, favelados, cangaceiros, etc. Os bandidos de “Nove Rainhas” são estranhamente mais realistas.

A grande polêmica do filme é o final que mostra que tudo foi um golpe de Juan. Tem seus riscos que o tornam quase inverossímil, como por exemplo, os ladrões da moto roubando a pasta, que poderia dar errado, e no começo, no posto, Marcos poderia muito bem não ajudar Juan e sair do local, mas daí teríamos um filme muito curto, é verdade. Esses entre outros. Mostrando que tudo foi um golpe, onde ninguém é o que parece ser, houve um jogo, mesmo Marcos falando várias vezes para Juan que a vida dele não é um jogo. Esse jogo põe em cheque a realidade dos personagens representados, menos a de Marcos, que tem seu final catártico. Toda a análise feita até então sobre o povo argentino no filme perde um pouco a sua força, pois os personagens do filme se universalizam e o filme sai do documentário de “um dia na vida de dois ladrões” para um exercício de estilo policial hitchcockniano-mametniano. Porém não dá mais para apagar as mensagens do filme. Todos somos suspeitos e corruptíveis. Como diria Marcos: “Não faltam prostitutas, e sim empresários”.